quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Entrevista com o músico Gero Perito
Em agosto de 1965, nasceu em Laguna-SC um brilhante músico chamado Rogério Alves Perito, mais conhecido como “Gero”.
Rogério é cantor, compositor e violonista. Toca violão desde os 14 anos, quando conheceu João Rodrigues Jr. e juntos compuseram a música “Flores Amarelas”. Letra de João e melodia de Gero. Depois desta vieram muitas outras composições e então os festivais em Laguna e Imbituba a partir de 1980, onde sempre eram classificados com suas músicas. Alguns anos depois, montou com mais alguns amigos a banda Ave de Rapina, que dividiu palco com diversas bandas e cantores famosos.
A partir de 1985 começou a participar de vários festivais de música muito importantes no estado, como o festival da música universitária (FUC). Isso resultou em vários shows e dois discos gravados. O primeiro “Sons, baladas e blues” foi gravado em São Paulo. O segundo, “Verdade Oculta”, no Rio de Janeiro. Nesse período também fazia parte do “Grupo Terra” e do Coral Santo Antônio dos Anjos, onde mais tarde veio a ser solista, viajando por várias cidades do Brasil, Paraguai, Argentina e Europa. Com o coral Santo Antônio tem a participação em três CDs gravados, cantando em coro e solo. Foi integrante do Grupo Ressonância junto de João Rodrigues Jr, as sopranos Neusa Preuss e Terezinha Flor e a pianista Maria Tereza Remor Silva de 1995 a 2004. Em 2003 entrou em estúdio com vários cantores de Laguna para gravar a música “canção contra a fome”, de autoria de Fernando Faria (Zonzera), para um show beneficente. Compôs a música “O pescador, a canoa e o mar”, tema do documentário da UNISUL “O Pescador de Pérolas”, de Thiago Santiago. Em 2004, musicou a peça de teatro “O Auto do Boi Malhado”, também de Thiago Santiago.
Em abril de 2006, foi classificado com duas músicas no 1º Festival da Música Italiana em Indaial SC , tirando o 9º lugar, entre 20 canções, com a música inédita “Per Um Giorno”, que resultou na gravação de um CD e DVD do festival. Em 2007 finalizou seu CD solo com composições próprias, intitulado “Em cena”, gravado no Studio Luz em Laguna. Seu grupo atual, criado em 2005 é o Quarteto “Opus 4” , juntamente com Neusa Preuss (voz), Diego Resende (teclado) e Julierme Beckauser (Violoncelo e violino).
Em 2008 classificou uma música inédita no FEMIC (Festival da Música e da Integração Catarinense) chamada “Não sei dizer se acredito”.
Atualmente Gero é professor de violão popular e teoria musical no conservatório Lagunense de Música. Também participa anualmente da encenação “A República em Laguna”, que conta a história de Anita e Giuseppe Garibaldi, dirigido pelo teatrólogo Jairo Barcelos.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Retiro gratuito está sendo construído na barranceira
A Associação Recanto dos Anjos construiu um ponto turístico na região da Barranceira em Laguna. O trabalho iniciado em 2004, após a doação do terreno por Joaquim Barcelos, e sua inauguração em 2006. Trata-se de uma gruta com belas pinturas de santos com a vista privilegiada para a lagoa do Imaruí. No mesmo terreno, ás margens da lagoa, está sendo construído um retiro gratuito para a comunidade. A proposta é que pessoas de qualquer região possam hospedar-se gratuitamente na casa por um tempo máximo de três dias, desde que sejam pagos a utilização de água e luz, e mantenha-se a limpeza do local. Basta agendar e comparecer.
No último sábado, dia 26/11, o Padre Aloísio Heidemann Jocken doou para a associação dois mil pequenos livros intitulados “devocionário”, com capa colorida e 72 páginas de orações e novenas, editado por ele para auxiliar na conclusão desta obra. O Padre empenhou-se em ajudar, pois acredita nesta obra e, sendo um servo de Deus, está disposto a colaborar com projetos que tragam benefícios á sua comunidade. Os livros serão vendidos por R$ 5,00 cada, e podem ser encontrados na igreja São Sebastião.
Apesar das imagens religiosas na gruta e do auxílio do padre, o vice-presidente da Associação, Antônio Flor, garante que as portas estarão abertas a pessoas de qualquer religião, pois a associação é independente.
As paredes que foram levantadas até agora foi com 100% de trabalho voluntário, sendo os gastos apenas com os materiais e equipamentos. A obra necessita ainda, para a sua conclusão, de cerca de R$ 120.000 a R$ 150.000. A associação busca agora o apoio de empresas e a doação de materiais de construção, para que o retiro possa ser concluído o quanto antes.
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